John Sibley/REUTERS
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Há países que usam crise do coronavírus para restringir mídia, diz grupo multilateral

Entidade que defende liberdade de imprensa cita, em documento, ‘preocupação’ por restrições aos jornalismo livre durante pandemia

Célia Froufe, correspondente, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 14h47

LONDRES – Membros do Grupo Executivo da Coalizão pela Liberdade de Imprensa estão pedindo a todos os Estados que continuem a proteger o acesso à mídia livre e a apoiar a livre troca de informações neste momento de pandemia de coronavírus. “Estamos preocupados com os esforços de alguns Estados para usar a crise para impor restrições indevidas a uma mídia livre e independente”, trouxe o documento publicado nesta terça-feira, 7, pelo governo do Reino Unido, mas que também é assinado por Canadá, Alemanha, Letônia, Holanda e Estados Unidos. 

Tais ações, segundo a carta, negam às sociedades informações críticas sobre a disseminação da doença e minam a confiança no governo responsável. “Reconhecemos que a pandemia representa uma grande ameaça à saúde pública global. Isso levou os governos a implantarem medidas excepcionais para proteger a saúde e a segurança de seus cidadãos. Nesse contexto, reafirmamos a importância fundamental da liberdade de imprensa.”

O documento também parabeniza os jornalistas e outros profissionais da mídia por atuarem na linha de frente com reportagens sobre essa crise de saúde. O trabalho, conforme a carta, serve para manter as sociedades informadas, promover medidas de saúde adequadas e combater informações falsas ou enganosas. Também permite que as pessoas acessem informações confiáveis para proteger sua saúde e a de suas comunidades e permite que as pessoas reconheçam os problemas que devem ser abordados e ainda pedirem ações de seus governos.

“Continuamos comprometidos em apoiar os governos à medida que tomam medidas para proteger a liberdade da imprensa. Instamos os governos a continuar garantindo a liberdade e independência da mídia, a segurança de jornalistas e outros profissionais da mídia e a não impor restrições indevidas na luta contra a proliferação do coronavírus (covid-19).”

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