André Dusek
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Há mais deputados a favor do que contra impeachment, diz Datafolha

Segundo a pesquisa, 42% dos parlamentares se dizem a favor do afastamento da presidente Dilma Rousseff

Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

21 Dezembro 2015 | 11h47

SÃO PAULO - Pesquisa feita pelo Datafolha com 315 deputados federais mostra que hoje há mais parlamentares decididos a votar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff do que contra a medida. Segundo levantamento publicado na edição desta segunda-feira, 21, no jornal Folha de S. Paulo,  42% dos deputados da Câmara se dizem a favor do afastamento da petista, o equivalente a 215 votos. Para que o impeachment seja aprovado, são necessários 342 deputados a favor, ou dois terços do total, faltando portanto 127 votos. Em contrapartida, 31% dos membros da Câmara são contra o impedimento de Dilma - o equivalente a 159 votos, ou 12 a menos do que Dilma Rousseff precisa reunir para derrubar a proposta.

Pela mostra, nenhum dos lados reúne votos suficientes para manter ou afastar a presidente da República. Isso porque 27% dos pesquisados, ou 138 deputados, disseram que ainda não se definiram ou não responderam, e a decisão sobre o impeachment deverá passar por esses votos. O levantamento foi realizado entre os dias 7 e 18 de dezembro. Mesmo em sua base aliada, 26% dos deputados dizem que pretendem votar a favor do impeachment, taxa que sobe para 33% no PMDB.

No primeiro levantamento feito pelo Datafolha sobre o tema na Câmara dos Deputados, entre os dias 19 a 28 de agosto, 39% dos parlamentares se posicionaram a favor do impeachment e 32% contra. Mesmo que a Câmara aprove a abertura do processo de impedimento da presidente da República, pela decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada, o Senado é quem vai decidir se o processo seguirá adiante.

Cunha. O Datafolha perguntou também sobre a situação do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para 62% dos deputados pesquisados, ele deveria tomar a iniciativa de sair, na mostra anterior o porcentual dos que defendiam sua saída era de 45%. Indagados sobre uma eventual votação por sua cassação, os favoráveis somam 60%, contra 35% na pesquisa anterior e os que votariam contra somam agora 8% contra 13% na pesquisa anterior. 

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