‘Há limitações’ para atender policiais em greve, diz ministro da Justiça

Categoria iniciou paralisação nacional e José Eduardo Cardozo afirma que buscará diálogo, mas crise internacional dificulta negociação

Tânia Monteiro - O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2012 | 12h46

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o governo está dialogando com os policiais federais que estão em greve, mas argumentou que "há limitações". Em entrevista no Centro Nacional de Gerenciamento de Risco e Desastres (Cenad), o ministro disse acreditar que os policiais grevistas "agirão com comedimento e garantirão os serviços básicos". A categoria iniciou paralisação nacional nessa terça-feira, 7.

Cardozo lembrou que é preciso ter clareza sobre a situação que o governo enfrenta do ponto de vista orçamentário. "Há uma situação internacional que não pode ser desprezada. Temos de ter clareza desta situação econômica e internacional. O governo não pode ser irresponsável, até porque no final quem pagaria a conta seria a população", disse o ministro.

Questionado se o reajuste solicitado pelos policiais seria concedido, o ministro respondeu: "A providência, neste momento, é o diálogo. Temos absoluta convicção de que os policiais federais têm lideranças que sabem respeitar o direito da população e não creio em qualquer iniciativa que possa ser colocada contra a população".

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, também falou sobre a greve dos fiscais agropecuários. Para o ministro, há uma conversação em andamento com os sindicatos e "eles prometeram não prejudicar o serviço e assim estão fazendo". Mendes Ribeiro salientou, no entanto, que o governo está atento para que não haja prejuízos.

Mendes Ribeiro destacou, ainda, a integração entre União e Estados, por meio de convênio, para que o serviço dos fiscais agropecuários continue a ser realizado. Esse convênio foi feito depois de assinatura de decreto, pela presidente Dilma Rousseff, permitindo que os ministérios se aliassem aos Estados para que, durante as paralisações de funcionários federais, servidores estaduais cumprissem essa tarefa de fiscalização.

A presidente Dilma, ao chegar ao local da cerimônia, cruzou com um grupo de servidores públicos de diversos setores que faziam um protesto pedindo o fim do corte do ponto dos grevistas e a abertura do diálogo. Ela chegou de helicóptero, mas passou pelos manifestantes enquanto seguia, de carro, entre o heliponto e o prédio do Cenad.

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