Há equívoco em informação do Planejamento, diz Graziano

O ministro extraordinário de Segurança Alimentar, José Graziano, disse hoje que há um equívoco na informação, divulgada pelo Ministério do Planejamento e publicada hoje pelo Estado, de que sua pasta consumiu apenas pouco mais de R$ 56 milhões do R$ 1,7 bilhão disponível para este ano. "Os R$ 56 milhões se referem apenas ao cartão alimentação implementado em março e pago em abril. Também pagamos R$ 150 milhões com o bolsa-renda, pagos para 40 municípios", explicou. Segundo ele, já em maio o bolsa-renda saltou dos 40 municípios de abril para 200 e, em junho, atingirá 600 municípios. "A cada mês dobramos ou até triplicamos o volume de cidades incluídas no programa. No final do ano, atenderemos de 2,5 milhões a 3 milhões de famílias com gastos de R$ 700 milhões", informou. "É um erro estatístico analisar o desenvolvimento dos programas a partir do primeiro mês", complementou. Graziano visitou o Sindicato do Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, para acompanhar uma exposição de fotos da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro deste ano. Simultaneamente à exposição de fotos, a editora que produziu as fotografias, do Grupo Takano, também publicou uma revista cujas vendas são revertidas para o Programa Fome Zero. Hoje, Graziano recebeu um cheque no valor de R$ 17 mil, referentes às primeiras vendas da revista. Na cerimônia, o ministro afirmou que o governo Lula teve início naquele sindicato, no final da década de 70, quando Lula, Graziano e outros sindicalistas ali se reuniam. "O governo começou efetivamente aqui e é muito bom poder rever amigos e não esquecer a nossa trajetória longa e penosa. Insistimos, persistimos e conseguimos, e o mesmo vale para agora", disse. Ao avaliar o desempenho do Fome Zero, que, segundo Graziano, conta com doações de R$ 900 mil, ele disse que o mais importante, até o momento, é a consciência que o programa despertou na sociedade brasileira. "O País está envolvido com o programa e o governo só faz uma pequena parte do todo. Temos consciência de que sozinhos não conseguiremos acabar com a fome. Precisamos do apoio da sociedade", afirmou.Graziano participará na tarde de hoje, de evento na Universidade de São Paulo (USP), onde receberá uma cartilha com as propostas para a participação de acadêmicos no Fome Zero. "Queremos a participação de todo o sistema educativo no Fome Zero: Desde as crianças que estão no ensino fundamental, com a produção de redações, até o que há de melhor no pensamento acadêmico. Buscamos sistemáticas de apoio ao programa", explicou.

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