Gustavo Fruet defende voto aberto na Câmara

O deputado Gustavo Fruet (PSDB) defendeu a instituição do voto aberto para as votações na Casa, à exceção da votação de vetos impostos pelo presidente da República a matérias aprovadas pelo Legislativo. Durante o debate entre os candidatos à presidência da Casa nesta segunda-feira, transmitido pela TV Câmara, o tucano defendeu o voto aberto, "em especial, nos casos de perda de mandato" de parlamentares. "Nesse caso, faço a defesa intransigente do voto aberto", disse Fruet, referindo-se à votação de pedido de cassação de mandato de parlamentares por quebra de decoro ou envolvimento em irregularidades. Fruet disse que "a primeira escolha (com voto aberto) será na eleição para presidente da Câmara". Ele observou que sete dos escândalos dos últimos meses teve origem no Congresso. "Temos que inverter essa ordem", afirmou, alertando para pesquisas segundo as quais 47% dos entrevistados afirmam que a democracia pode continuar sem deputados e sem senadores. O tucano disse que uma das suas propostas é a de "colocar um agenda positiva, tirar a Câmara do noticiário policial e colocá-la no noticiário político." O tucano ainda insistiu na necessidade de independência do Poder Legislativo e afirmou que a vitória de Arlindo Chinaglia (PT) ou de Aldo Rebelo (PCdoB) significaria a subordinação da Câmara ao Palácio do Planalto. "Temos que acabar com a lógica de que para ser presidente da Câmara é preciso ser líder do governo", disse Fruet, em referência ao fato de Chinaglia ser o atual líder do governo na Câmara, cargo já exercido por Aldo. "Arlindo Chinaglia representa a simbologia dos escândalos pois tem apoio de todas aquelas forças associadas ao (mensalão)", atacou Fruet.O PSDB havia aderido à campanha do PT, numa decisão que causou um racha no partido, mas mudou de posição após o lançamento de Gustavo Fruet pela terceira via. "Vamos passar um período difícil de disputas internas, de tentativa de construção de um projeto hegemônico dentro da Câmara. Eu quero defender a instituição. Eles são governo, eu quero ser a Câmara. Eles defenderam o governo, eu quero defender a Câmara", encerrou o tucano.

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