Gushiken diz que decisão do STJ sobre jornalista prevalece

O ministro Luiz Gushiken, da Secretaria de Imprensa, disse que o governo não se sentiu derrotado com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de conceder salvo-conduto ao repórter Larry Rohter, do New York Times. Em almoço com dez correspondentes estrangeiros, Gushiken admitiu falhas do governo no atendimento à imprensa e refutou a comparação entre o Brasil e os regimes comandados por Fidel Castro (Cuba) e Robert Mugabe (Zimbábue). Tanto Castro quanto Mugabe são criticados pelo presidente americano George W. Bush. "Essa comparação não existe", disse.Gushiken disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deverá rever a decisão de cancelar o visto do repórter do NYT. "Ele (Lula) é magnânimo, mas é justo", afirmou. O ministro, no entanto, disse que não poderia responder se o governo iria recorrer da decisão do STJ que garantiu temporariamente a permanência de Larry Rohter no País. "Se o Executivo tomou uma medida e o Judiciário a julgou incorreta, a prevalência é do Judiciário, mas não podemos considerar que houve derrota do governo." Na avaliação do ministro, o importante foi mostrar que o governo não aceitará que se ofenda a imagem do presidente, sem provas. "O mal seria maior se guardássemos silêncio diante de uma afirmação falsa publicada em um dos maiores jornais do mundo", salientou.

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