Gurgel diz que reajuste do Judiciário não sairá da Saúde

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse hoje que "jamais" o Ministério Público defenderia o reajuste salarial de seus integrantes retirando "um centavo sequer dos recursos destinados à saúde ou à educação". Gurgel acredita que o governo encontrará uma solução para atender ao aumento salarial solicitado pelo Judiciário e pela Procuradoria-Geral da República, com impacto de R$ 7,7 bilhões no caixa público, sem prejudicar a implementação de políticas sociais. "Jamais o Ministério Público, que tem como missão constitucional cuidar desses valores, iria influir numa redução disso", assegurou.

ROSA COSTA, Agência Estado

06 de setembro de 2011 | 18h20

O procurador falou com a imprensa após ser recebido em audiência pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ele disse que o problema do reajuste (que, segundo a presidente Dilma Rousseff, "prejudicaria a efetiva implementação de políticas essenciais, como as de Saúde, Educação e redução da miséria") não foi abordado na conversa com Sarney. A conversa teria se restringido ao início de seu segundo mandato como procurador.

Roberto Gurgel lembrou que, no final do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve uma série de reajuste e recomposição de remuneração de diversas categorias do serviço público, "sem que isso significasse qualquer retirada, qualquer redução dos recursos que devem ser destinados à prioridades como saúde e educação".

"O que se trata aí é de uma mera recomposição de perdas ocorridas nos últimos anos, que já chegam ao porcentual de 25%. Ou seja, um quinto da remuneração de magistrados e membros do Ministério Público já se esvaiu", justificou.

Ele lembrou que tramitam no Câmara projetos de lei sobre as perdas de 2010 e de 2011. "São dois projetos que já tramitam. Está havendo um diálogo produtivo com Executivo no sentido de encontramos uma solução que atenda aos interesses do Ministério Público e da Magistratura sem ocasionar qualquer prejuízo para atividades prioritárias como saúde e educação", disse.

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