Para Guimarães, emenda que incluiu vestuário deve ter impacto de R$ 1,2 bi

O setor de confecções e acessórios, que hoje paga 1%, pelo texto-base aprovado nesta quarta teria que pagar 2,5%; no entanto, com a emenda aprovada, o setor passará a ter a mesma alíquota do setor calçadista (1,5%)

CARLA ARAÚJO E DAIENE CARDOSO, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2015 | 17h29

Brasília - O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) afirmou nesta quinta-feira, 25, que os cálculos do impacto da aprovação da emenda ao projeto de lei que revê a política das desonerações que beneficiou o setor de vestuário e acessórios deve ser na ordem de R$ 1,2 bilhão. "É um cálculo inicial", disse. "Mas não interdita o objetivo central do projeto que é equilibrar as contas e retomar o crescimento", ponderou.

O setor de confecções e acessórios, que hoje paga 1%, pelo texto-base aprovado nesta quarta teria que pagar 2,5%. No entanto, com a emenda aprovada, o setor passará a ter a mesma alíquota do setor calçadista (1,5%).

Guimarães tentou minimizar a derrota do governo na aprovação da emenda e disse que o mais importante é que o ajuste fiscal proposto pelo governo da presidente Dilma Rousseff conseguiu "mais uma vitória" e encerra uma primeira etapa com a aprovação da PL das desonerações. "Agora temos outras medidas importantes, como a MP que taxa CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido)", afirmou. "É importante taxar o andar de cima, sobretudo, os bancos", completou.

O líder do governo lembrou o esforço feito hoje pela manhã quando líderes da base firmaram acordo para evitar alterações significativas ao texto-base da matéria votado ontem à noite. "Vamos continuar nessa cruzada de equilibrar as contas, segurar a inflação no curto prazo e retomar o crescimento."

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