Chico Ferreira/Reuters
Chico Ferreira/Reuters

Guido Mantega tem sigilos bancário e fiscal quebrados na Zelotes

O objetivo é apurar se o ex-ministro da Fazenda tem envolvimento no suposto favorecimento de empresas que obtiveram decisões favoráveis no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), investigado pela Operação Zelotes

O Estado de S. Paulo

12 Novembro 2015 | 13h31

Brasília - O juiz titular da 10ª Vara da Justiça Federal, Vallisney de Souza Oliveira, responsável pela Operação Zelotes, autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. O objetivo é apurar se ele tem envolvimento no suposto favorecimento de empresas que obtiveram decisões favoráveis no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), espécie de "tribunal" que avalia débitos de grandes contribuintes com a Receita Federal. 

O magistrado determinou também o afastamento dos sigilos de várias outras pessoas, suspeitas de irregularidades no órgão. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF). Um dos objetivos da medida, no caso de Mantega, é apurar se o então ministro recebeu algum pagamento ou vantagem que esteja relacionada aos processos no Carf. Como chefe da Fazenda, ele era responsável por nomear conselheiros e tinha influência no órgão.

Os investigadores também querem levantar mais informações sobre a relação do então ministro com o empresário Valmir Sandri, dono da Cimentos Penha, grupo empresarial que conseguiu abater débito de R$ 106 milhões no "tribunal da Receita". Os dois seriam amigos e já fizeram negócios imobiliários. 

A informação sobre a quebra dos sigilos de Mantega, divulgada pelo jornal "Folha e S. Paulo", foi confirmada pelo Estado com duas fontes com acesso às investigações. A decisão afasta o sigilo de dados bancários e fiscais do ex-ministro por um período de cinco anos, conforme uma das fontes. 

Procurado, o ex-ministro informou, por meio de um auxiliar, que refuta qualquer alegação sobe seu envolvimento nas irregularidades do Carf. Ele acrescentou que não vai comentar a decisão da Justiça, pois não foi notificado. 

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