Guerrilheiros em seqüestros preocupam governo

O segundo seqüestro no País feito por grupos ligados à guerrilha na América Latina está preocupando as autoridades federais, principalmente pela facilidade com que parte do grupo entrou no Brasil.Fontes da Polícia Criminalista Internacional (Interpol) confirmaram ao Estado que os seqüestradores entraram pela fronteira seca, com passaportes grosseiramente falsificados e não foram barrados em nenhum posto policial. Além disso, o principal acusado de ser o líder do grupo, Maurício Hernandez Norambuena, estava na relação dos procurados prioritários da Interpol.?A entrada desta pessoa serve como alerta, já que, até então, tínhamos apenas registro de entrada crescente de orientais e árabes pela fronteira do Sul do País e os moradores do Mercosul, mas não havia informações sobre chilenos, por exemplo?, afirmou um delegado da Polícia Federal, ligado ao setor de fiscalização fronteiriça.Segundo ele, até mesmo o número de passaportes falsificados é pequeno. Um dos pontos de investigação da PF é justamente identificar a data exata e como os seqüestradores entraram no País, já que eles estavam com vistos falsificados de turistas, supostamente feitos na Argentina.?Eram fraudes grosseiras e facilmente detectáveis?, analisou um delegado envolvido nas investigações. Mas a PF ainda não conseguiu fazer a ligação do grupo preso em São Paulo esta semana e outros seqüestros ocorridos no País, principalmente no início da década de 90.?Não podemos, ainda, afirmar que exista uma ligação do caso do publicitário Washington Olivetto com o do empresário Abílio Diniz?, afirma o diretor geral da PF, Agílio Monteiro Filho.Monteiro Filho esteve em São Paulo nesta semana para avaliar qual será a participação da PF nas investigações relacionadas ao seqüestro.?Temos trabalho em sintonia perfeita com a polícia paulista e estamos decidindo ainda qual será nossa atribuição.?

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