Guerra só vê Tasso na presidência de instituto tucano

Presidente do PSDB diz que único nome indicado até agora é o de ex-senador, mas paulistas como Alckmin e Aloysio Nunes apoiam Serra

Christiane Samarco e Gustavo Uribe

19 de maio de 2011 | 23h00

BRASÍLIA - O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, defendeu nesta quinta-feira, 19, a nomeação do ex-senador Tasso Jereissati (CE) para presidência do Instituto Teotônio Vilela (ITV), centro de estudos e pesquisas do partido.

 

"Neste exato momento, estamos ouvindo todo o partido sobre a presidência do ITV e a única indicação colocada de forma clara é a de Tasso, que todo mundo sabe e reconhece como uma das melhores figuras do PSDB", afirmou nesta noite desta quinta-feira. Guerra também lembrou que a indicação formal de Tasso para o ITV não é nova. Foi iniciativa dos senadores da legislatura passada depois das eleições, incorporada pelos novatos, que sustentaram escolha de Tasso.

 

Além de Tasso, outro nome que vem sendo cogitado para a presidência do ITV é o do ex-governador José Serra. Parte dos tucanos, em especial o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, defende a nomeação de Serra. "O governador José Serra não está a procura de cargos nem manifestou a mim intenção de ser presidente do partido nem do Instituto Teotônio Vilela", ponderou Guerra.

 

Anfitrião da homenagem a Tasso, realizada na quarta-feira, 18, no Senado, o senador tucano Aécio Neves (MG) aposta que, apesar da polêmica em torno do ITV, a convenção nacional do dia 28 ocorrerá em clima de unidade. "O Serra é imprescindível e terá o espaço que quiser. Esse partido não vai ter dono", disse Aécio, convencido de que "quem apostar no racha do partido vai se frustrar".

 

Na mesma linha, Guerra afirma que a nova executiva nacional está sendo montada não para dar lugar a grupos, e sim para espelhar o conjunto do partido no Brasil inteiro. "Sem carimbos", insiste, ao destacar que "pessoas intimamente ligadas o governador Serra vão participar da executiva, mas as escolhas não serão produto da soma de eventuais divisões internas".

 

O presidente do partido acrescenta que o critério usado na renovação da direção partidária são a representatividade, a competência, e a dedicação. "O que está pesando é disposição e a disponibilidade para trabalhar pelo partido". Afinal, conclui, "nossa questão não é dar medalhas a ninguém e sim trabalho."

 

Encontro. Nesta quinta, o governador Geraldo Alckmin disse que conversou com José Serra, na quarta-feira, no encontro em Brasília. Segundo ele, um dos temas tratados foi a indicação do tucano para a presidência do ITV. "Nós não fizemos uma reunião específica sobre isso. Mas conversamos sobre isso", reconheceu Alckmin.

 

O governador, que tem encampado nos bastidores o nome de Serra para o posto, saiu em defesa do correligionário. "Eu acho o Serra um ótimo nome, preparadíssimo. Ele pode dar uma boa contribuição ao partido no Instituto Teotônio Vilela", elogiou.

 

No encontro, o governador de São Paulo teria sondado o correligionário sobre a indicação ao posto. Às vésperas da Convenção Nacional do PSDB, Alckmin tem agido pessoalmente para que a legenda chegue a um consenso sobre a formação do novo comando da sigla. "O que nós vamos fazer é ajudar. Ajudar para unir o partido, para todos estarem representados", disse o governador.

 

Além do nome de Serra, Alckmin tem apoiado nas últimas semanas a indicação do ex-governador de São Paulo Alberto Goldman para a secretaria-geral do PSDB. O cargo também tem sido alvo de disputa dentro da legenda.

 

Os aliados do ex-governador José Serra têm defendido o nome de Goldman como forma de equilibrar as forças na instância partidária. A avaliação deles é de que o atual presidente do PSDB, o deputado Sérgio Guerra, que deverá ser reconduzido ao cargo, seria mais próximo de tucanos ligados ao senador mineiro Aécio Neves.

 

Outro nome cotado para o posto é o do atual secretário-geral, deputado federal Rodrigo de Castro (MG), que teria o aval do senador mineiro.

 

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