Guerra rejeita união nacional e defende reforma política

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra descartou hoje a possibilidade de união nacional, independente de quem seja o novo presidente da República. "A campanha foi muito radical, muito violenta", explicou. "Se a campanha tivesse obedecido à lei seria possível um projeto de união nacional, mas isso não se deu". "Foi confronto o tempo todo, agressão para um lado, agressão para o outro, isso dificulta", disse Guerra ao votar, pela manhã, na Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, zona sul do Recife.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

31 de outubro de 2010 | 15h44

Ele defende que os partidos devem se sentar para começar a discutir uma reforma política "grande". "Do jeito que está não dá para disputar eleição, que fica prejudicada na sua legitimidade", afirmou. "As regras que estão aí não servem para ninguém mais, nem para o adversário nem para a democracia".

A seu ver, "as eleições proporcionais foram desmoralizadas e as gerais foram um festival de descumprimento da lei". O papel dos institutos de pesquisa também tem de ser reavaliado, segundo ele, porque interferem nas intenções de voto. "As pesquisas não podem ser vistas como atividade isolada do processo eleitoral."

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