Guerra nega oferta de ministério ao PV em troca de apoio

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), negou hoje que a campanha do presidenciável José Serra tenha oferecido ministérios ao PV para atrair a senadora Marina Silva (PV-AC) ao palanque tucano. "É mentira, não oferecemos ministérios a ninguém, isso é marola", disse. Guerra também negou que o partido tenha cogitado trocar o vice de Serra, o deputado do DEM, Indio da Costa. "Isso não é legal, não é sensato. Isso não foi pensado", reforçou.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

07 de outubro de 2010 | 20h43

O senador admitiu que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pode participar mais ativamente da campanha de Serra, possivelmente com presença no horário eleitoral. Segundo Guerra, a atuação de FHC está sendo discutida pela campanha. "Se ele vai estar ou não é uma questão estratégica que seguramente vai ser resolvida", argumentou.

Em uma crítica direta ao "patrocínio" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à candidata do PT, Dilma Rousseff, Guerra alegou que o ex-presidente não é cabo eleitoral. "Fernando Henrique é um chefe de Estado e não um cabo eleitoral. Ao contrário de Dilma, Fernando Henrique não precisa ser o pai de Serra nem patrociná-lo."

Otimista com o segundo turno, o senador avalia que o ambiente de campanha presidencial mudou e que o partido precisa se adequar a ele. A estratégia a partir de amanhã, no retorno do horário eleitoral, será investir na comparação.

"No segundo turno, a comparação vai valer, as ideias vão se mostrar. No segundo turno, a comparação ganha qualidade", afirmou. Além de focar em propostas, os tucanos querem destacar as diferenças entre Dilma e Serra. "A gente tem certeza de que nossa adversária não vai ter condições de sustentar essa discussão", disse.

Exposição ''mais clara''

Guerra afirmou que a propaganda tucana no rádio e na TV "vai evoluir", se ajustará aos dez minutos de exposição e será "mais clara" na apresentação das propostas. Na coordenação da campanha, a ideia é ampliar as discussões entre os aliados e "conversar com todos".

Ao ser questionado se o partido pretende falar sobre a questão do aborto ou se tentará uma aproximação com o eleitor evangélico, Guerra desconversou e disse apenas que os evangélicos podem "correr" para Serra.

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