Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Guerra não descarta abertura de CPI dos cartões no Senado

Segundo presidente do PSDB, partido pode pedir CPI no Senado se o governo insistir em comandar CPI mista

Anne Warth, da Agência Estado,

15 de fevereiro de 2008 | 13h04

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse nesta sexta-feira, 15, que o partido vai "forçar por todos os meios" a realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista para investigar os gastos feitos por membros do governo federal utilizando cartões corporativos. Ele não rejeita, entretanto, o requerimento para a instalação de uma CPI exclusiva no Senado, caso o governo insista em manter os cargos de presidência e relatoria da CPI mista nas mãos de integrantes na base aliada.  Veja também:Governo não abre mão de comando da CPI mista, diz líder do PTEntenda a crise dos cartões corporativos  "Se o governo não tiver juízo e ficar contra a opinião pública do país, contra a democracia, contra todos, e impedir que essa CPI mista cumpra seu papel, tudo é possível, inclusive a construção e uma CPI só no Senado, que não tenha o controle real e concreto do governo", disse ele em entrevista concedida durante o primeiro encontro nacional dos vereadores do PSDB realizado na capital paulista. Para Guerra, o desejo do governo de manter os cargos de presidente e relator da CPI levanta dúvidas sobre de que forma as investigações serão conduzidas. "São sinais de que não querem investigar", opinou. O senador ironiza a confiança do governo. "No passado, tentaram controlar a CPI dos Correios e não conseguiram. Fizeram o presidente e o relator, que depois terminaram sendo presidente e relator do Congresso, e não do governo", lembrou. O senador afirmou que a CPI vai fiscalizar tudo, a não ser aquilo que a lei não permitir, e citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para ilustrar a disposição dos tucanos para a investigação. "Segurança é uma coisa muito especial. Existe uma questão de segurança, mas é mínima. Ainda assim, as pessoas podem tomar conhecimento dessas questões. A fiscalização deve se dar sem limites", reiterou. São Paulo Embora defenda a instalação de uma CPI no Congresso, o senador é contra a formação de uma comissão na Assembléia Legislativa de São Paulo para investigar os gastos dos cartões de débito de membros do governo de São Paulo. "São coisas diferentes. Em brasília, evidentemente, é um quadro apurado pela Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) de desajustes, desequilíbrios e irregularidades concretas que já produziram a demissão de uma ministra. Então há fato determinante e objetivo que justifica a CPI", declarou. Já em São Paulo, não há qualquer denúncia, assegurou o senador. "Não podemos trabalhar sobre hipóteses, mas sobre coisas concretas, senão vamos vulgarizar a CPI e transformá-las em um palanque ao invés de instrumento democrático de pesquisa e fiscalização", avaliou. Sobre a proibição da possibilidade de saques por meio dos cartões determinada por Serra no início desta semana, não há indícios de irregularidade, segundo ele. É um indício de que ele não quer especulações e que tem capacidade de controle sobre a máquina pública. "Esse é um governo austero", emendou. O ex-presidente FHC deixou o seminário sem falar com a imprensa. Ele deve voltar para participar das discussões na tarde desta sexta e disse que não irá almoçar com o senador Sérgio Guerra.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.