"Guerra" das barreiras sanitárias apenas começa, avisam analistas

A suspensão das importações de carne bovina pelo Canadá é a primeira grande demonstração de uma guerra que está apenas começando. Com a redução gradativa das tarifas de importação, acertada na Rodada Uruguai, vai crescer o controle por meio das chamadas barreiras não-tarifárias, como é o caso das sanitárias e fitossanitárias."Esta é a nova regra do comércio internacional. É o problema mais crítico", alerta o professor de comércio internacional de produtos agrícolas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Antonio Salazar Brandão."Este problema vai se agravar e o Brasil precisa se preparar para enfrentá-lo, tanto na qualidade de seus produtos, como na certificação", diz o coordenador de economia da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Vicente Nogueira.Segundo Brandão, as barreiras sanitárias e fitossanitárias são muito preocupantes porque podem ser apenas uma "possibilidade teórica" utilizada como protecionismo ou retaliação. Mesmo que a acusação não se confirme cientificamente provoca estragos para a imagem do produto e prejuízos aos produtores e ao país. "Esta será a grande briga dos próximos anos. Temos de lutar pela redução dos subsídios agrícolas na União Européia, mas a guerra mais forte se dará na imposição de barreiras sanitárias", avisa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.