Guerra cobra de Dilma explicação sobre escândalo dos 'aloprados'

Senador tucano respondeu a pré-candidata do PT à Presidência, segundo a qual 'o debate centrado na ética é muito bom' para os governistas

05 Abril 2010 | 17h03

Christiane Samarco, de O Estado de S. Paulo

 

BRASÍLIA - "Já que a ministra está pronta para fazer o debate ético, gostaríamos de começar pelo dossiê dos aloprados", reagiu o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), em resposta à pré-candidata presidencial petista, Dilma Rousseff. Em entrevista publicada nesta segunda-feira, 5, no Estado, Dilma disse que "o debate centrado na ética é muito bom" para os governistas.

 

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Guerra aproveitou a deixa e disse que quer que Dilma e o PT expliquem o caso do falso dossiê sobre corrupção que seria usado por petistas contra candidatos tucanos na eleição de 2006, em São Paulo. O episódio ficou conhecido como "escândalo dos aloprados" depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou assim os envolvidos.

 

O PSDB quer explicações também sobre o Caso Bancoop, em que a cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo, é acusada de dar calote em vários associados quando era dirigida pelo atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. "Temos que conhecer melhor a biografia do Vaccari, que, na condição de tesoureiro do PT, assina o cheque para pagar o aluguel da casa da candidata", cobra o presidente do PSDB.

 

O partido entende, segundo Guerra, que a chamada "mãe do PAC" (Dilma) deve explicações também sobre as "graves irregularidades" apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em várias obras do Programa de Aceleração do Crescimento, como o caso da refinaria Abreu e Lima.

 

Como a ministra indagou o que teria feito seu adversário José Serra (PSDB) quando comandou o Ministério do Planejamento, Guerra afirmou que foi o pré-candidato tucano a presidente quem desenvolveu o conceito e a prática do programa "Brasil em Ação".

 

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Guerra lembra que este programa incluía projetos para o Brasil inteiro - muitos deles no Nordeste, como o porto de Pecém - e tinha um papel estruturante, gerência própria e financiamento seguro.

 

"Esse conceito, completamente correto e estratégico, foi abandonado pelo populismo eleitoral do PAC da ministra, que não tem nem cronograma nem realização; só tem propaganda", afirma o senador.

 

Ele considera descabidas também as indagações sobre o apagão energético registrado durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. "Voltar atrás e perguntar por apagão velho, sem explicar o apagão novo, que é do governo dela e do ministério dela, é algo que não faz o menor sentido", declara Guerra.

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