Guerra assume tarefa de falar sobre violação de sigilo

O candidato tucano à Presidência, José Serra, decidiu delegar ao presidente do PSDB e seu coordenador de campanha, senador Sérgio Guerra (PE), a tarefa de falar sobre o escândalo da Receita Federal envolvendo a quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra.

AE, Agência Estado

08 de setembro de 2010 | 10h52

Perguntado ontem sobre o caso, após visita à ExpoCristã, feira de produtos religiosos na zona norte de São Paulo, Serra disse que tem falado sobre as quebras de sigilo "todos os dias, há uma semana". "O presidente do partido, Sérgio Guerra, vai continuar tratando. A gente volta em outra hora a esse tema", afirmou.

Serra não se esquivou, porém, de tecer um rápido comentário e reiterar a acusação de aparelhamento do Estado. "Trata-se de crimes contra a Constituição e da utilização do governo para fins de natureza político-partidária e eleitoral", observou.

Já a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou ontem em Brasília que o adversário tucano baixou o nível da campanha e que ela não fará o mesmo. "Eu não comento (sobre) o candidato José Serra. Ele resolveu baixar o nível, ele fica com o nível baixo dele. Eu não vou ter esse nível."

Segundo Dilma, "tem gente que torce contra o Brasil". "Tem gente que sempre acha que quanto pior melhor. Tem gente que passou o governo inteiro do presidente Lula torcendo para o Brasil dar errado. Eu acho que o Brasil está dando certo. Se eles acham que está dando errado, eles tentem convencer o povo disso", afirmou a candidata.

Dilma fez ontem um pronunciamento no jardim da casa onde funciona o seu comitê de campanha, em Brasília. Ela respondeu a poucas perguntas, alegando que estava com problemas de voz por ter enfrentado temperaturas muito diferentes nos últimos dias - o calor em Brasília e o frio em Osório, no Rio Grande do Sul. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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