Guaranis-kaiowás fecham estrada em Mato Grosso do Sul

Os índios guaranis-kaiowás bloquearam a rodovia BR-364, na região sudeste do Mato Grosso do Sul, provocando congestionamento de oito quilômetros em cada uma das duas pistas da estrada que liga as cidades de Bela Vista a Antônio João, a 450 quilômetros de Campo Grande. Eles exigem a ampliação da área ocupada pela Aldeia Nhanderu-Marangatu, em Antônio João, conforme disseram ao chefe de Patrimônio e Meio Ambiente da Funai (Fundação Nacional do Índio) Cleomar Vaz Machado, depois de fazê-lo refém durante todo o dia de ontem, quando foi até a aldeia a pedido dos índios. Em Ponta Porã, sul do Estado, na divisa com o Paraguai, outra tribo de kaiowás, que vive na Aldeia Lima Campo, também está revoltada e quer ter de volta as terras de seus antepassados, situadas no município. No início da madrugada de ontem, chegaram a atacar com flechas e pedaços de madeira uma viatura da delegacia de Polícia Federal. Cinco pessoas foram presas pela PF, entre elas, um padre da Igreja Católica e um professor, cujos nomes estão sendo mantidos em sigilo, pois são suspeitos de incitar os índios a invadir fazendas, bloquear rodovias, entre outros protestos violentos. Em Dourados, 220 quilômetros de Campo Grande, os kaiowás da Aldeia Panambizinho estão prontos para tomar as 38 propriedades rurais no distrito de Panambi. São imóveis titulados durante o governo Getúlio Vargas, atualmente identificadas como áreas indígenas que deverão ser entregues aos índios no próximo dia 30. Depois dessa data, os índios que ocupam 60 hectares garantem que vão entrar nas terras.

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