GSI quer que integrante da Abin acompanhe investigações da PF

Em nota, gabinete diz que general Félix encaminhou pedido ao ministro da Justiça, que já teria concordado

Agência Brasil

11 de novembro de 2008 | 20h33

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência informou, pro meio de nota, que solicitou ao ministro da Justiça, Tarso Genro, que um integrante da Abin acompanhe a investigação dos dados disponíveis nos computadores e outros equipamentos da agência, apreendidos pela Polícia Federal, como parte das investigações da Operação Satiagraha.   Veja também: Presidente da CPI dos Grampos quer prorrogar trabalhos Especial explica a Operação Satiagraha Multimídia: As prisões de Daniel Dantas Daniel Dantas, pivô da maior disputa societária do Brasil   "Com relação à busca e à apreensão realizadas no último dia 5 do corrente mês, o ministro chefe do GSI (general Jorge Armando Félix) encaminhou expediente ao Ministério da Justiça, relatando sua preocupação com a observância de rigoroso sigilo em relação aos dados existentes no material apreendido. Destacou que a Abin detém informações sensíveis do Estado brasileiro e solicitou que seu manuseio fosse acompanhado por pessoal credenciado da Abin", diz a nota.   O GSI garante ter "confiança na isenção" dos responsáveis pelos dados disponíveis. Tarso disse ter concordado com o pedido do general. Para Tarso, a Polícia Federal não errou ao apreender os equipamentos.   Mais cedo, o ministro descartou erro da PF na apreensão e disse que os agentes cumpriram mandado judicial. "Estamos dando garantia ao ministro Félix de que não haverá perigo de serem abertos documentos com informações que tenham de ser reservadas", disse Tarso, ao deixar o gabinete do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), com quem se reuniu hoje para, segundo ele, tratar de projetos que o ministério tem interesse que sejam votados até o final do ano.   Tarso Genro evitou comentar a revelação publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo de que agentes da Abin que trabalharam na Operação Satiagraha teriam usado senhas restritas a policiais federais para entrar no Sistema Guardião, a máquina de grampos da PF. O ministro da Justiça disse apenas que o fato é objeto de apuração.O ministro afirmou que a investigação da corregedoria da PF sobre irregularidades na operação comandada pelo delegado Protógenes Queiroz não sufocou as investigações contra o banqueiro Daniel Dantas, alvo da Satiagraha. Segundo Tarso, o primeiro inquérito envolvendo Dantas já está na Justiça e um segundo deve ser enviado em breve. "O trabalho está finalizado", afirmou o ministro. "Não há protecionismo nem para os agentes nem para o objeto dos inquéritos."   (Com Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo)

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