Gabriela Biló / Estadão
Gabriela Biló / Estadão

GSI diz que está aperfeiçoando segurança do Alvorada após imprensa suspender cobertura

Nos últimos dias, jornalistas têm sido xingados por apoiadores de Bolsonaro na portaria do Palácio

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2020 | 16h14

BRASÍLIA - Após saber que diversos veículos de imprensa decidiram suspender temporariamente a cobertura em frente do Palácio da Alvorada desde a noite de segunda-feira, 25, quando jornalistas foram novamente hostilizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) divulgou nota para informar que tem aprimorado as medidas de proteção no local. Entre as iniciativas adotadas, de acordo com o GSI, está a “separação física por meio de gradis”.

No comunicado, o GSI afirma que avalia “ininterruptamente” as condições de segurança dos locais onde o presidente está e continuará “aperfeiçoando” esse dispositivo. O comunicado diz, ainda, que o GSI “entende e respeita” os princípios de liberdade de expressão garantidos pela legislação vigente.

“Assim sendo, criou as melhores condições possíveis para o trabalho dos profissionais de imprensa e, também, um espaço reservado aos apoiadores do Presidente. Continuaremos aperfeiçoando esse dispositivo, para que o local permaneça em condições de atender as expectativas de trabalho e de livre manifestação dos públicos distintos que, diariamente, comparecem ao Palácio da Alvorada”, afirma a nota, assinada pela assessoria de Comunicação Social do GSI.

Nos últimos dias, jornalistas têm sido xingados por apoiadores de Bolsonaro na portaria do Alvorada. Os simpatizantes do presidente chamam os repórteres de “lixo”, “escória” e chegam a interromper perguntas. Em muitas ocasiões, o presidente incentivou os ataques.

Além da separação por gradis, o GSI destaca na nota que adota outras práticas para a segurança na portaria do Alvorada, como “registro e inspeção de todos os presentes, inclusive com passagem por detector de metal”, uso de máscaras e manutenção de distanciamento adequado por causa da pandemia do coronavírus. “Algumas medidas mais restritivas deixaram de ser tomadas, sem sério prejuízo para a segurança, em atendimento à solicitação de integrantes da imprensa, que viram, nestas medidas, óbices ao exercício de suas atividades laborais”,diz o texto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.