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Grupos pró-impeachment se proliferam na internet

Movimento que pedesaída de Dilma ganha corpo e promete grande manifestação pelo Paísno dia 15 de março

PEDRO VENCESLAU, THAIS ARBEX, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2015 | 02h06

As primeiras grandes manifestações de junho de 2013 foram convocadas pelo Movimento Passe Livre, um grupo formado majoritariamente por estudantes universitários e hierarquia horizontal. Em pouco tempo, porém, os protestos cresceram com adesões espontâneas oriundas de uma corrente de insatisfação generalizada pelas redes sociais. Com bandeiras difusas e vagas, milhares de pessoas foram às ruas em todo o País e derrubaram os índices de popularidade da classe política.

A onda que parecia grande quebrou antes das eleições, mas começou a se formar novamente no 2.º turno das eleições presidenciais de 2014. Desta vez, porém, o "contra tudo que está aí" foi substituído pelo antipetismo. E pela primeira vez em sua história o PSDB colocou milhares de pessoas nas ruas em defesa da candidatura de Aécio Neves (PSDB). Foi logo depois do 2.º turno que as primeiras organizações virtuais começaram a ganhar status.

Nas duas manifestações do ano passado depois do 2.º turno, eram apenas três os grupos que comandavam os atos com carros de som: Vem pra Rua, Brasil Livre, Revoltados On Line e um quarto que defendia a intervenção militar. Já o ato do próximo dia 15 está sendo articulado por pelo menos 20 grupos diferentes, entre elas uma chamada "Onda Azul", que é diretamente ligada ao PSDB. Entre outras, estão Acorda Brasil, Brasil Melhor, Quero me Defender e Brasil Livre.

Líder do Vem pra Rua, um dos principais movimentos de oposição, Rogério Chequer disse que o movimento tem dialogado com outros grupos como Brasil Livre, Revoltados On Line e Quero me Defender. "Os outros são muito pequenos e o Onda Azul é do PSDB." Chequer disse que não há uma agenda conjunta definida. "Podemos fazer muitas coisas juntas, mas não há nada definido", afirmou. "Conversamos com todos os grupos como conversamos com todos os partidos. Quase todos."

Ele afirmou que outros grupos já existiam antes de junho de 2013, mas não iam para a rua, como o Quero me Defender, que "tem grande representação na rede, com trabalho de conscientização política".

O Vem para Rua se define como um movimento de oposição a Dilma, mas não defende o impeachment nem a intervenção militar, como pregam grupos mais radicais. "Muita gente defende o impeachment, mas desconhece os trâmites para isso. Há uma lacuna. E o que preenche essa lacuna é o desejo de mudança. Só não pode ser golpe ou intervenção militar", afirmou o líder do Vem pra Rua.

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