JF Diorio
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Grupos pró-Dilma e a favor do impeachment vão dividir a Paulista

Em reunião, Polícia Militar definiu que CUT e sindicatos farão ato em frente à sede da Petrobrás até às 15 h; a partir daí grupos que pedem a saída da presidente poderão protestar no mesmo local

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

09 de março de 2015 | 20h55

São Paulo - Atos em defesa da permanência de Dilma Roussef na presidência e a favor do seu impeachment vão "coabitar" na Avenida Paulista na tarde desta sexta-feira, 13. A Polícia Militar fez uma reunião nesta segunda-feira, 13, com os grupos antagônicos e garantiu que "a ordem será mantida".

"Toda vez que a gente tem uma situação como essa em que existe um grande número de pessoas apresentando qualquer tipo de pauta há uma preocupação da Polícia Militar com os movimentos presentes e com o cidadão", afirmou o coronel Reinaldo Zychan, comandante de policiamento da capital. "A polícia vai ter efetivo suficiente para garantir o ordeiro direito de manifestação de todos", explicou o coronel, sem informar quantos homens vão participar da ação e qual será a estratégia para evitar confronto.

O Sindicato dos Professores do Estado (Apeoesp) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) vão fazer se concentrar em frente à sede da Petrobrás, na Avenida Paulista, até as 15 horas de sexta-feira, quando sairão em marcha em direção à Praça da República. A partir desse horário, grupos que pedem a saída de Dilma da presidência, como o Revoltados On Line, estão autorizados a se reunir na frente do prédio.

"A pauta mais geral articulada com a CUT é a defesa da democracia. Ninguém está abrindo mão de direitos trabalhistas, aliás, pelo contrário, nós queremos que sejam preservados mas queremos também que a democracia seja preservada. É a legitimação de quem foi eleito", afirmou Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp.


Marcelo Reis, do Revoltados On Line, afirmou que vai evitar o confronto. "Nossos atos são pacíficos, ordeiros, não tem vandalismo, nós não aceitamos vandalismo dentro dos nossos manifestos", disse. No total, os organizadores dos dois atos esperam reunir mais de 50 mil pessoas na Avenida Paulista. Também estiveram na reunião representantes do Vem pra rua, Movimento Brasil Livre e SOS Forças Armadas.

Esses grupos vão participar de um grande ato no domingo, em que esperam reunir 200 mil pessoas para pedir a saída da presidente.

"A presença de todos os grupos aqui já dá mostras de que a intenção é que as manifestações ocorram de forma ordeira", disse o coronel Reinaldo Zychan. "Temos tudo registrado e todos se comprometeram de uma forma clara e espontânea. Eles honrarão com o que foi acordado".

 

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