Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Grupos de Pimentel e Aécio tentam evitar venda de usinas

Promessa de leilão de usinas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) colocou no mesmo lado do front, ao menos por enquanto, as duas principais forças políticas do Estado

Leonardo Augusto, ESPECIAL PARA O ESTADO , O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2017 | 05h00

BELO HORIZONTE -  A promessa de leilão de usinas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) colocou no mesmo lado do front, ao menos por enquanto, as duas principais forças políticas do Estado – grupos que, nos últimos 15 anos, fizeram uso político da estatal. 

O governador Fernando Pimentel (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) se posicionaram contra a privatização. Pimentel reuniu aliados, assinou carta aberta em defesa da empresa, participou de atos nas usinas que podem ir a leilão e ainda criou uma campanha publicitária: "Mexeu com Minas, mexeu comigo". Já Aécio se reuniu com o presidente Michel Temer para evitar a concessão das usinas hidrelétricas.

À frente do governo de Minas desde 2003, tucanos e petistas sempre utilizaram a Cemig para acomodação de aliados políticos e até parentes. Entre 2003 e 2009, o pai de Aécio Neves, Aécio Ferreira da Cunha, integrou o Conselho de Administração da estatal. Aécio Cunha morreu em 2010.

A assessoria do senador tucano afirmou, em nota, que “a boa gestão e os resultados da empresa durante o governo Aécio Neves (em Minas Gerais) são de amplo reconhecimento de especialistas e de gestores do setor de energia público e privado”. 

A Cemig possui cerca de 127 mil acionistas e mantém operações em 22 Estados e no Distrito Federal. A empresa possui 12 milhões de consumidores em 805 municípios. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.