Grupo tucano quer que PSDB rejeite apoio à CPMF

Segundo o senador Álvaro Dias, mais da metade da bancada de 13 senadores resiste ao acordo com o governo

ROSA COSTA, Agencia Estado

05 de novembro de 2007 | 19h52

O senador Álvaro Dias (PR) vai pedir aos dirigentes do PSDB, na reunião de amanhã da Executiva Nacional, que revejam a decisão de apoiar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) em troca de uma proposta do governo que amenize a cobrança do imposto. Ele foi apoiado pelos colegas tucanos Papaléo Paes (AP) e Mário Couto (PA), além dos senadores José Agripino (DEM-RN) e Mão Santa (PMDB-PI).  Veja também:    Idéia de 3º mandato é 'insensatez pura', diz Lula  Entenda a cobrança da CPMF  Veja as 9 propostas do governo ao PSDB para prorrogar a CPMF Lula diz estar 'tranqüilo' sobre prorrogação da CPMF no Senado Paes e Couto anunciaram que votarão contra a prorrogação. "Porque o que o País necessita, mesmo, é diminuir a carga tributária que garroteia nossa economia e inviabiliza a geração de empregos para os cidadãos brasileiros", defendeu Paes. "O certo é que temos de decidir isso de uma vez por todas, sabendo que nunca o governo vai aceitar a proposta do PSDB", disse Couto.Álvaro Dias disse que mais da metade da bancada de 13 senadores resistem ao acordo do partido com o governo. Para o presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), a situação hoje mostra que a negociação com o PSDB não será fácil. "Houve um endurecimento do PSDB porque a pressão das bases partidárias é muito grande", afirmou. "O governo vai ter um pouco mais de dificuldade para construir o entendimento no Senado."3º mandato e CPMFO líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), subiu à tribuna nesta segunda-feira  para dizer que não é intenção do governo propor uma nova reeleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.O líder esteve nesta tarde com o ministro da Fazenda, Guido Mantega,  e conversou por telefone com os três senadores do PSDB para informar que o governo já fechou sua proposta de acordo pela prorrogação da CPMF. Segundo Jucá, seria "devaneio" discutir a questão da reeleição agora. O discurso do líder teve como objetivo desvincular as especulações sobre um terceiro mandato com a negociação para a prorrogação da CPMF. Senadores do PSDB, que vão se encontrar na terça-feira com o ministro, têm feito declarações contundentes contra a defesa da possibilidade do terceiro mandato apresentada por aliados de Lula na Câmara.  A afirmação de Jucá em plena segunda-feira, com a Casa praticamente vazia, foi vista como um aceno do Planalto para a oposição nas vésperas de fechar um acordo para a aprovação da CPMF no Senado. "Sem nenhuma intenção de criar qualquer tipo de celeuma ou polêmica, quero marcar com muita clareza a posição do Governo sobre as questões que estão sendo discutidas recentemente, que dizem respeito à possibilidade de um terceiro mandato ou de um mandato indefinido para o presidente Lula ou qualquer Presidente da República", abriu Jucá seu discurso. A polêmica em torno do terceiro mandato foi um dos assuntos do dia ontem, a exemplo do que ocorreu na semana passada. Assim como Jucá, outros integrantes da base do governo se apressaram ontem em repetir que Lula "não compactua" com a idéia de renovar, mais uma vez, seu mandato como presidente da República.

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