Grupo tentará salvar financiamento público de campanha

Articulações tem por objetivo evitar a derrota do voto em lista, na última quarta-feira

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 09h32

No dia seguinte à derrota no plenário da Câmara do sistema de votação em lista pré-ordenada pelos partidos, deputados buscavam uma forma de salvar, pelo menos, o financiamento público de campanhas no projeto de reforma política. Juntamente com a lista, o financiamento público é considerado o principal pilar do projeto. As articulações começaram na última quinta-feira, 28, a partir de um grupo que defendia as listas partidárias, ainda em meio a um clima de ressaca pela votação da noite anterior.Na sessão da última quarta-feira, os deputados rejeitaram a proposta do relator, Ronaldo Caiado (DEM-GO), que estabelecia o voto em lista fechada, sistema pelo qual o eleitor passaria a votar apenas no partido, que apresentaria uma relação definida de candidatos. Arquivaram também o modelo de lista flexível proposto pelo DEM, pelo PT, pelo PMDB e pelo PC do B, que previa o voto no partido, mas dava ao eleitor a opção de votar também no candidato de sua preferência.O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou a retomada das votações da reforma política na semana que vem, partindo dos pontos mais consensuais. Antes, porém, vai reunir os líderes na terça-feira (03), para tentar um acordo de procedimento. "Vamos fazer uma nova rodada para ver se há acordo. Poderemos votar alguns temas, como o fim das coligações e a fidelidade partidária", avaliou Chinaglia.

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