Grupo retoma pressão por comissão da verdade

Uma nova série de manifestações contra pessoas acusadas de terem participado de atos de violações de direitos humanos, no período da ditadura militar, está programada para a próxima semana. Segundo seus organizadores, os protestos vão se intensificar até que a presidente Dilma Rousseff instale oficialmente a Comissão da Verdade.

ROLDÃO ARRUDA E TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

09 de maio de 2012 | 08h33

As manifestações serão realizadas mais uma vez diante da residência ou local de trabalho de agentes de Estado que supostamente teriam participado de atos sequestro, tortura e ocultação de cadáveres de prisioneiros políticos. O objetivo é denunciá-los e expô-los publicamente perante a comunidade.

Esse tipo de protesto é copiado da Argentina, onde ganharam o nome de escracho. No Brasil tem sido chamado de esculacho.

Quem assume a responsabilidade pela sua organização é o movimento Levante Popular. Segundo um de seus porta-vozes, Edson Rocha Junior, o objetivo é pressionar a presidente da República a instalar a comissão, criada em novembro. Para que isso ocorra falta nomear as sete pessoas que farão parte dela.

Ainda segundo Rocha Junior, quando a comissão for instalada não haverá mais necessidade desse tipo de protesto.

Os primeiros esculachos foram realizados no final de março. Em São Paulo, os manifestantes se reuniram com faixas e megafones diante da sede da empresa de segurança privada Dacala, controlada pelo policial civil aposentado David dos Santos Araújo. Usando o codinome Capitão Lisboa, ele teria participado de sessões de tortura, segundo denúncias de ex-presos políticos.

Atos semelhantes se repetiram em diversas partes do País. O Levante da Juventude é ligado ao Consulta Popular, grupo que agrega diferentes movimentos, sem organização formal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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