Grupo recebido por Cabral rompeu com acampados

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), reuniu-se nesta quinta-feira durante cerca de uma hora e meia com cinco manifestantes que participaram do acampamento montado próximo ao prédio onde o governador mora, no Leblon, na zona sul. O encontro, no entanto, revelou uma divergência no movimento.

FÁBIO GRELLET, Agência Estado

27 Junho 2013 | 18h25

Ao final da reunião, só um dos manifestantes, que se identificou como Eduardo Oliveira, atendeu a imprensa. Ele afirmou que ainda não tem uma pauta de reivindicações completa e que, durante a reunião, pediu que o governo "controle as manifestações, porque as pessoas estão se sentindo inseguras".

Eduardo disse que integra um grupo chamado "Somos o Brasil" e que ele e os quatro colegas romperam com os demais acampados. Por isso, o quinteto já deixou de participar do grupo que se mantém há uma semana na porta da casa de Cabral.

Revoltados, os manifestantes que continuam acampados disseram que Eduardo e as outras quatro pessoas que se reuniram com Cabral não representam o movimento. "Nós recebemos o convite (para a reunião com Cabral), mas só aceitaríamos se isso fosse aprovado numa assembleia com todo mundo. Decidimos não ir enquanto não terminarmos nossa lista de reivindicações. Eles nos contrariaram e foram (à reunião), mas não fazem parte do protesto", diz o ator Vinicius Fragoso, de 20 anos, um dos criadores do acampamento. "Não vamos sair da frente da casa do governador depois de completarmos nossa lista de reivindicações e nos reunirmos com ele. Isso pode demorar mais alguns dias, semanas ou meses", promete.

Em nota distribuída no fim da tarde, o governo do Estado disse que Cabral "percebeu grande sede de participação entre os jovens, que se mostraram dispostos a exercer de boa fé a cidadania". Segundo a assessoria de imprensa do governador, um novo encontro foi marcado para o dia 1º de agosto. Está marcada para esta sexta-feira, 28, uma reunião de Cabral com moradores da favela da Rocinha.

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