Grupo quer eleger Dilma e 'vingar' derrota de Lula em MS

As duas derrotas sofridas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso do Sul nas eleições dos seus primeiro e segundo mandatos serão vingadas com a eleição de Dilma Rousseff. A promessa é de uma frente pluripartidária, com líderes de diversos partidos de 55 dos 78 municípios do Estado, formada hoje, dia 13, o mesmo número do PT.

JOÃO NAVES DE OLIVEIRA, Agência Estado

13 de outubro de 2010 | 17h17

A missão das agremiações, as mesmas da coligação "A Força do Povo", liderada por Zeca do PT, realizará atos em prol da campanha de Dilma em todo Mato Grosso do Sul. Coordenadores do movimento disseram acreditar que a não aceitação de Lula por duas vezes consecutivas no Estado teve influência no resultado das urnas contra Dilma.

No primeiro turno no Estado o presidenciável tucano José Serra (PSDB) saiu vitorioso embora não tenha feito campanha em Mato Grosso do Sul, tarefa deixada a cargo de André Puccinelli (PMDB), que preferiu nem citar o nome do ex-governador paulista durante toda a campanha. Serra ganhou 550.841 votos, 42,37% do total de 1.3292,464 colocado nas urnas. Dilma obteve 517.682 votos, ou 39,82%.

Reeleito governador com 56% dos votos válidos, Puccinelli afirmou estar disposto a trabalhar para Serra no segundo turno. Porém, o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), já está organizado para "suar a camisa em prol de Dilma Rousseff", conforme afirmou, observando que respeita a opção do governador, mas "Dilma vai vencer".

Puccinelli e Trad Filho são considerados os dois maiores nomes políticos no Estado. No primeiro turno, Puccinelli elegeu a maioria da Assembleia Legislativa, da Câmara Federal e Delcídio do Amaral (PT) e Valdemir Moka (PMDB) para o Senado. Apesar de coligações diferentes, o peemedebista trabalhou para Delcídio, eleito com 826.848 (34,90%) votos.

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