Grupo preso em protesto contra Obama será indiciado

Polícia Civil do Rio vai indiciar 13 manifestantes por lesão corporal e tentativa de incêndio, após ato em frente ao Consulado dos Estados Unidos

Alessandra Saraiva, de O Estado de S. Paulo

19 de março de 2011 | 11h36

 Rio - A Polícia vai indiciar por lesão corporal e tentativa de incêndio os treze manifestantes detidos após o protesto contra o presidente norte-americano Barack Obama em frente ao Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, na noite dessa sexta-feira, 18. Segundo a Polícia Civil, são 12 adultos e um menor, entre homens e mulheres.

Neste sábado, 19, os homens detidos foram deslocados para o presídio Ary Franco, em Água Santa. Já as mulheres foram levadas para o presídio de Bangu, zona oeste do Rio. O menor foi encaminhado para a Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente (DPCA). Até o término desta manhã, a Polícia não divulgou os nomes dos detidos, nem a quantidade exata de homens e mulheres.

Na noite de sexta, cerca de 200 pessoas participaram do protesto, organizado por representantes de movimentos sociais. A bandeira do PSTU  dominava a paisagem do protesto. Um segurança do consulado, que foi atingido por um coquetel molotov (garrafa com material incendiário) lançado por manifestantes, foi medicado e prestou depoimento após o protesto, na mesma noite de sexta-feira.

No sábado, as organizações Movimento dos Sem Terra (MST), Intersindical; União Nacional dos Estudantes (UNE); Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, Rede Jubileu Sul e Cebrapaz repudiaram a violência ocorrida no protesto. As entidades atribuíram a origem dos conflitos  com a Polícia à agentes provocadores infiltrados na multidão, e ressaltaram o teor pacífico da manifestação. Em nota oficial, as organizações reiteraram convocação para o dia de luta anti-imperialista na manhã deste domingo, 20, no metrô da Glória, zona sul do Rio, próximo ao Theatro Municipal, onde Obama deve fazer discurso para convidados, à tarde.

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