Grupo ligado a Janene é denunciado por lavagem

Um grupo de 11 pessoas ligadas ao ex-deputado federal e tesoureiro do Partido Progressista (PP), José Janene, morto em 2010, foi denunciado nesta quarta pelo Ministério Público Federal pelos crimes de lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, recebida pelo juiz Tiago do Carmo Martim, da 3ª Vara Federal de Curitiba, os acusados participaram direta e indiretamente, juntamente com Janene, da ocultação e dissimulação de riquezas originadas do apoio político do PP ao governo federal no período do escândalo do mensalão.

JULIO CESAR LIMA, Agência Estado

29 de agosto de 2012 | 18h06

A denúncia apurou que uma parte dos valores que eram pagos entre os anos de 2003 e 2004 aos dirigentes do PP, principalmente para Janene, foi executada com uma "complexa engenharia financeira criminosa disponibilizada pelas empresas Bônus Banval e Natimar, a assessores, familiares e pessoas ligadas ao deputado", diz a nota divulgada pela assessoria do MPF.

Segundo a denúncia, os empresários Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado (proprietários da Bônus Banval) e Carlos Alberto Quaglia (proprietário da Natimar) foram os responsáveis pelo repasse dos valores obtidos ilicitamente com o "mensalão" aos denunciados Meheidin Hussein Jenani, Rosa Alice Valente, Stael Fernanda Rodrigues de Lima, Danielle Kemmer Janene, Carlos Alberto Murari, Adriano Galera dos Santos, Afonso Bernardo Schleder de Macedo e Pedro Schleder de Macedo.

As investigações mostraram que os recursos que passaram pelas contas dos investigados e das empresas Bônus Banval, Natimar e outras vinculadas ao publicitário Marcos Valério (2S Participações LTDA. e Rogério Lanza Tolentino & Associados) "foram transformados em ativos lícitos, especialmente na aquisição de, ao menos, quatro grandes fazendas e outros imóveis e na construção de uma residência de luxo em um condomínio em Londrina, além de vários veículos de luxo em favor do parlamentar entre os anos de 2003 e 2004".

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