Governo de SP
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Grupo faz protesto contra Doria e PM bloqueia ruas dos Jardins, em SP

Setor de inteligência da polícia detectou ameaças ao governador, o que motivou reforço na segurança

Bruno Ribeiro, Marcelo Godoy e Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2021 | 21h21

Um grupo de cerca de 50 manifestantes tentou fazer um protesto na frente da casa do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mas não conseguiu chegar no local porque a Polícia Militar, informada do ato, bloqueou uma série de ruas dos Jardins, bairro da zona sul, onde ele mora. Com caixas de som tocando músicas a favor do presidente Jair Bolsonaro, bandeiras do Brasil e cartazes dizendo "Fora Doria", o grupo se concentrou na Avenida Europa, a um quarteirão de distância da casa do governador.

A reportagem tentou conversar com os manifestantes, que não quiseram dar entrevista. "Quer saber sobre o que é o protesto, procure no Google", disse um deles. Outro afirmou que o protesto era contra o governador, mas sem dar detalhes. Muitos dos manifestantes estavam sem máscara.

Doria estava no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo, no Morumbi, zona sul, quando o protesto começou, por volta das 19 horas. A convocação feita por grupos bolsonaristas pelas redes sociais publicou o endereço de Doria com um chamado para um ato com o mote "Baladoria". O setor de inteligência da Polícia Militar detectou a movimentação nas redes sociais.

É o terceiro ato contra Doria em duas semanas. Policiais do Batalhão de Choque e um forte efetivo da PM estavam no local. Grupos ligados ao presidente vêm pedindo a saída do governador diante das medidas tomadas por Doria para tentar conter a propagação do coronavírus, que vem deixando os sistemas de saúde públicos e privados do Estado na iminência do colapso. O presidente é contra o fechamento do comércio.

A inteligência da polícia paulista identificou, entre os manifestantes críticos ao governador, ameaças de morte contra Doria e daí o emprego das equipes para a proteção dele. No protesto, um dos manifestantes chegou a gritar "tem que morrer" quando outros dos participantes do ato gritaram "fora, Doria".

"A Polícia Militar tomou ciência nesta sexta-feira, 19, de eventos que poderiam colocar em risco a integridade física do governador João Doria e seus familiares", informou nota da PM. "Como medida técnica, foi realizado um planejamento preventivo no entorno da residência, que, diferentemente do Palácio dos Bandeirantes, não dispõe de aparato de segurança", complementa o texto. "Sem prejuízo às atividades regulares de patrulhamento na região, foi empenhado um contingente apto a evitar qualquer tipo de incidente, bem como eventuais danos patrimoniais nas imediações."

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