Grupo fantasiado de 'franciscanos' é agredido no Senado

Manifestantes do PPS protestam contra grupo de 12 senadores do PMDB que vetou secretaria e cobra Lula

09 de outubro de 2007 | 15h30

Sete jovens do PPS foram agredidos e detidos nesta terça-feira, 9,  por seguranças do Senado quando faziam manifestação nos corredores da Casa contra a prática da troca de votos por favores do Executivo.   Numa referência ao discurso em que o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), aliado do presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), negou que os senadores estivessem fazendo grandes reivindicações e afirmou que todos eram "franciscanos" e não queriam mais do que "um chinelinho", os manifestantes estavam vestidos de frades franciscanos e carregavam nas mãos chinelos-de-dedo que entregariam aos senadores.     Informados da agressão, os senadores peemedebistas Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcellos (PE), excluídos da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a mando de Renan, na semana passada, foram até a Polícia do Senado e apelaram pela libertação dos manifestantes. Saíram de lá 10 minutos depois, mais irritados do que quando entraram.   "Deve ser a mando do Renan. Eu fiz um apelo, e o segurança não mais respeita nem um senador. Isso é uma arbitrariedade. Este é o quadro que vive o Senado hoje", protestou Vasconcellos.       Na mesma linha, Simon responsabilizou Renan pelo episódio e, mais uma vez, pediu que o presidente do Senado deixe o comando da Casa antes que leve a instituição ao ridículo. "Tudo isso só tem um culpado, que se chama Renan Calheiros. Ele deveria ter a dignidade de sair, caso contrário sairá humilhado e da pior maneira possível, levando o Senado para o ridículo", afirmou Simon.   Os manifestantes continuam detidos na sala da Polícia do Senado.     Texto atualizado ás 15h40  

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