Grupo do Rio pede ao FMI flexibilidade no superávit primário

Os 19 países que compõem o Grupo do Rio vão solicitar ao Fundo Monetário Internacional (FMI) "um tratamento mais flexível à contabilização do investimento público, com o fim de ter mais espaço fiscal para o gasto social, projetos e programas no combate à fome", segundo está documentado na Declaração do Rio de Janeiro.Segundo documento, os países se comprometem a definir e cumprir metas sociais de curto e médio prazos, para garantir a austeridade e transparência nos gastos. O documento diz ainda que o grupo aprofundou na reunião encerrada hoje, o diálogo sobre a adoção de mecanismos financeiros inovadores compatíveis com as condições específicas de política econômica e fiscal dos países que compõem o Grupo.O ministro das Relações Exteriores do Peru, Manuel Cuadros, disse que o grupo do Rio e o FMI deverão analisar a situação fiscal dos países para permitir novos investimentos. Segundo ele, o interesse do grupo é levar ao FMI a proposta de modificar a contabilidade do superávit primário para viabilizar os investimentos. Superávit primário é a arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais. Neste cálculo, não é levado em conta o pagamento de juros da dívida.

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