Grupo de sem-terra ocupa sede do Incra em São Paulo

Militantes reivindicam melhorias nos assentamentos e ampliação de áreas destinadas à reforma agrária; ação faz parte da Jornada de Luta pela Reforma Agrária, organizada pelo MST

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

30 Abril 2015 | 13h59

Cerca de 600 trabalhadores sem-terra ocuparam, na manhã desta quinta-feira, 30, a sede da superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em São Paulo para reivindicar melhorias nos assentamentos e ampliação de novas áreas destinadas à reforma agrária. Uma reunião marcada para as 14 horas com o superintendente regional Wellington Diniz vai definir se os manifestantes vão permanecer ou deixar o prédio.

Na reunião, os trabalhadores vão questionar a redução dos recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, exigir uma definição de metas para arrecadação de terras em São Paulo, a qualidade dos assentamentos, além da limitação orçamentária e a dificuldade de acesso ao programa federal Minha Casa Minha Vida Rural.

“No Estado mais rico do Brasil temos famílias acampadas em barracas de lona há mais de 11 anos”, afirma Kelli Mafort, membro da direção nacional do MST. Ela informa que os trabalhadores representam diversas regiões do Estado, como Pontal do Paranapanema, Vale do Paraíba, Campinas e Ribeirão Preto. Em todo o Estado, mais de 3 mil famílias lutam pela desapropriação de novas áreas, segundo o MST.

A ação faz parte da Jornada de Luta pela Reforma Agrária organizada pelo MST nos meses de março e abril - o grupo promove bloqueio de estradas, ocupações de terras e ocupação de bancos públicos, para chamar atenção para questão ligada aos trabalhadores do campo. “Há muitos anos estamos vendo uma redução da reforma agrária e precarização dos assentamentos, uma situação que tem piorado nos últimos anos”, disse. 

Segundo Kelli, o resultado da reunião não altera a participação da comemoração do 1.º de Maio. O grupo que ocupa o prédio do Incra vai se dividir nesta sexta-feira em duas marchas. Uma segue para o Vale do Anhangabaú e outro para a Praça da Sé.

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