Grupo de Pimentel disputa prévias sem entendimento sobre palanque único

Presidente estadual da legenda defende dois palanques em MG; para ex-prefeito, Dilma deve ter um só palanque no Estado

André Mascarenhas, do estadao.com.br

30 de abril de 2010 | 18h13

SÃO PAULO - O embate interno para decidir quem representará o PT de Minas Gerais na disputa ao governo do Estado, colocou em rota de colisão não apenas os setores que disputam a cabeça de chapa, mas políticos aliados dentro de um mesmo grupo do partido. As prévias do PT-MG serão realizadas no próximo domingo, 2 de maio.

 

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Ligado ao grupo que luta pela pré-candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, o presidente estadual da legenda, deputado federal Reginaldo Lopes, defende que Dilma tenha dois palanques no Estado, um do PT e outro do PMDB. "Enquanto militante, defendo a tese do palanque duplo", afirmou Lopes. Pimentel concorre pela indicação do partido contra o ex-ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias.

 

Mais do que contrariar a estratégia da direção nacional do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prometem intervir no diretório estadual se uma aliança com o PMDB não for firmada, a defesa do palanque duplo irritou o próprio Pimentel, que publicamente diz apostar na tese de um palanque único.

 

Ao ser confrontado com a posição de Lopes, em entrevista ao estadão.com.br na quarta-feira, 27, Pimentel se desdobrou para tentar desfazer o nó atado por seu aliado.

 

"Acredito que o Reginaldo não tenha sido entendido. Ele não defende duas chapas, ele admite a possibilidade de ter duas chapas. Ele defende, como eu, o palanque único, forte, unificado", afirmou Pimentel. "Esse palanque único vai nos dar a possibilidade de uma vitória. Agora, ele admite, e tem que admitir, porque ele é presidente do meu partido, caso não tenhamos êxito nas negociações, caso a coligação fique impossível, vamos trabalhar com a hipótese também de, lá na frente, a gente ter dois palanques. Essa é a hipótese que a gente tenta descartar o máximo possível.", completou.

 

Na manhã desta sexta-feira, 30, a reportagem voltou a procurar Lopes, que, mais uma vez, defendeu dois palanques para Dilma. "Pessoalmente, defendo o palanque duplo, porque ter dois palanques é melhor do que tentar decidir no primeiro turno. Minha tese é não deixar que a campanha (em Minas) vire uma disputa plebiscitária, como acontecerá pela Presidência", disse. "Mas como presidente do partido, vou submeter a decisão à vontade do diretório", completou.

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