Grupo de militares da reserva faz manifestação para pedir emprego a Bolsonaro

Cerca de 50 militares da reserva das Forças Armadas protestaram em frente ao Ministério da Defesa, em Brasília, onde o presidente almoçou

Julia Lindner e Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2019 | 13h44

Um grupo de cerca de 50 militares da reserva das Forças Armadas organizou um protesto nesta segunda-feira, 14, em frente ao Ministério da Defesa, em Brasília, para pedir emprego ao presidente Jair Bolsonaro, que almoçava no local. Vestidos de preto, eles seguravam faixas com a reivindicação de serem reintegrados aos quadros da Força Nacional. Em uma delas, pedem que Bolsonaro "ajude" seus soldados a serviço da pátria. Nos gritos de guerra, entoaram o lema do governo "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".

Em outra faixa, destacam que a Lei 13.500 de 2017 garante a permanência nos quadros da Força Nacional até 2020. "Cumpra-se a lei", diz o cartaz. Também reclamam que cerca de 600 reservistas qualificados foram "descartados em plena crise na segurança pública" no ano passado, durante o governo do ex-presidente Michel Temer. Eles foram selecionados por meio de edital, mas foram desmobilizados, ficando sem remuneração.

"Eles nos qualificaram, nos tornaram técnicos e nos mandaram embora. Estamos nos oferecendo para trabalhar", disse o tenente José Fernandes Uchôa, representante dos militares da reserva que ingressaram na Força Nacional.

Outra alegação, entoada nos gritos de guerra, é que o grupo estaria em risco e sem respaldo do Estado, porque atuou na segurança dos Estados, entre eles o Rio de Janeiro, que passou por intervenção federal. 

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