Sergio Lima/ AFP
Sergio Lima/ AFP

Lira recua e sela acordo com oposição para cargos na mesa da Câmara

Pressionado, presidente da Câmara abre espaço para PT e PSL na Mesa Diretora

Vinícius Valfré, Camila Turtelli e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2021 | 16h10
Atualizado 02 de fevereiro de 2021 | 20h59

BRASÍLIA –  Pressionado por partidos de oposição, o novo presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), recuou e aceitou novo acordo sobre a divisão dos cargos na Mesa Diretora, colegiado responsável por decisões administrativas e até políticas da Casa. Após desconsiderar os nomes apresentados pelo bloco que apoiou a candidatura derrotada de Baleia Rossi (MDB-SP), Lira foi alvo de ação no Supremo Tribunal Federal (STF), movida pelo PDT, e acabou voltando atrás.

Com a nova composição, a Mesa da Câmara, com sete integrantes, terá dois não governistas. Luciano Bivar (PSL-PE) será o primeiro secretário, posto que tem o controle do “caixa” da Câmara. Marília Arraes (PT-PE) ficou com a segunda secretaria. Como combinado anteriormente, a primeira vice-presidência ficará com o deputado Marcelo Ramos (PL-AM) e a segunda, com André de Paula (PSD-PE).

A exclusão do bloco de Baleia foi o primeiro ato de Lira como presidente da Câmara, investida que lhe rendeu a alcunha de “novo Eduardo Cunha”, numa referência à truculência do ex-presidente da Casa, hoje preso. 

O recuo elimina a possibilidade de Lira sofrer uma derrota no STF. O ministro Dias Toffoli chegou a dar prazo de dez dias para a Câmara apresentar informações sobre o ato que anulou o registro do bloco de Baleia, mas, após o acordo, o PDT desistiu da ação. A votação definitiva para formalizar os nomes dos integrantes da Mesa foi marcada para esta quarta-feira, 3, às 10 horas.

“Houve pacificação, a princípio”, disse Lira. “Espero que esse fato que aconteceu tenha ajudado muito a discussão interna da Casa para que os deputados entendam, como já entenderam, que nós trataremos democraticamente, sempre por maioria. Nada mais de decisões isoladas”, emendou ele.

No Senado, após a eleição de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para comandar a Casa, o MDB emplacou o “número 2”. Veneziano Vital do Rêgo (PB) foi escolhido vice-presidente, após acirrada disputa com Lucas Barreto (PSD-AP), outro aliado do governo. 

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