Antonio Laia
Antonio Laia

Grupo de estudo do comunismo entra na mira do MPF em Minas Gerais

Inquérito apura uso de recursos na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)

Leonardo Augusto, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2017 | 05h00

BELO HORIZONTE - A existência de um centro de estudos sobre comunismo na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) motivou a instauração de um inquérito policial aberto a pedido do Ministério Público Federal. O argumento é de que o Centro de Difusão do Comunismo (CDC) está “utilizando recursos públicos da Ufop para divulgação e realização de eventos de cunho comunista, contrariando ordem judicial”.

O CDC foi criado no câmpus de Mariana (MG) da Ufop em 2012. Um ano depois, um advogado de São Luís (MA), Pedro Leonel Pinto, acionou a Justiça afirmando que o CDC usaria “recursos públicos para custeio de atividades de seguimentos restritos, em afronta aos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade, intrínsecos à administração pública, conforme o Constituição”.

O advogado argumentou ainda que a legislação brasileira “proíbe a utilização do serviço de repartição pública para benefício de partido ou organização de caráter político”.

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O professor do curso de Serviço Social da Ufop André Mayer será ouvido pela Polícia Federal. Ele é suspeito de desobediência por supostamente não ter seguido a determinação judicial, de 2013, de encerrar o funcionamento de um centro de estudos. Mayer, que leciona Teoria Social, afirma tratar-se de “perseguição política e ideológica”.

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Atividade. Segundo o professor, em agosto de 2013, assim que a decisão foi tomada na primeira instância, o centro teve suas atividades encerradas. “O que nós continuamos até hoje é um grupo de pesquisas, chamado Liga dos Comunistas, que existia desde 2009”, afirma. A Liga estuda temas relacionados ao comunismo. “Pode ser um autor, um livro. Neste ano, por exemplo, tratamos exclusivamente dos 100 anos da Revolução Russa”, diz o professor.

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A reportagem tentou contato com o autor da ação de 2013, mas não teve resposta até a conclusão desta edição.

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