Grupo de Chinaglia acha que Fruet não terá adesão do PSDB

A campanha de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara trabalha com cenário de manutenção do apoio do PSDB e avalia que a candidatura do tucano Gustavo Fruet (PR), como nome da terceira via, não contará com adesão expressiva do seu próprio partido. Nesta terça-feira, a disputa pela comando da Casa ganhou um elemento novo, que pode levar a eleição no plenário para o segundo turno. Parlamentares que articulavam um nome alternativo a Chinaglia e ao presidente da Câmara Aldo Rebelo (PCdoB-SP) lançaram Gustavo Fruet na expectativa de atrair o PSDB. O partido, no entanto, decidira, por maioria, apoiar a candidatura de Chinaglia. A iniciativa provocou a reação de tucanos que se juntaram à tese de um terceiro nome. Diante do impasse, a bancada se reúne na próxima terça-feira para deliberar se continua aliada ao petista ou se apóia um candidato próprio. "Não há como mexer no eixo político da nossa candidatura", disse Chinaglia a jornalistas, refutando a idéia de que haverá recuo dos tucanos. "Trabalho para vencer no primeiro turno, mas não tenho presunção de afirmar o que vai acontecer", acrescentou. Os aliados de Aldo Rebelo viram a candidatura de Fruet com bons olhos. Consideram que sua campanha irá tirar de Chinaglia os votos do PSDB conquistados semana passada. Nesta quarta-feira, o PP e o PTB irão manifestar o apoio oficial ao candidato petista. As duas legendas têm símbolos polêmicos. No caso do PP, Chinaglia recebeu nesta terça o apoio do ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, que renunciou ao cargo em 2005 acusado de envolvimento no esquema de propinas na Casa. O PTB é presidido pelo deputado cassado Roberto Jefferson, pivô do escândalo do mensalão. "Os que não são deputados têm todo o direito de expressar sua opinião, mas não creio que haja interferência significativa (no processo eleitoral)", afirmou Chinaglia.

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