Luiz Merino/Reprodução Foursquare
Luiz Merino/Reprodução Foursquare

Grupo classificado de 'anarquistas gregos' invade embaixada do Brasil na Grécia

Salas do prédio em Atenas foram pichadas; este é o segundo ataque a embaixadas no exterior desde o início do governo Bolsonaro

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2019 | 16h34

BRASÍLIA - A embaixada do Brasil em Atenas, Grécia, foi invadida e pichada nesta quarta-feira, 20. Segundo informações obtidas pelo Estado, cerca de dez pessoas renderam os vigilantes e entraram no prédio gritando palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro. Ainda de acordo com essas informações, o grupo foi classificado como "anarquistas gregos". Não teriam sido identificados brasileiros entre eles.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) limitou-se a dizer ao Estadão/Broadcast, que "no momento não tem maiores esclarecimentos sobre o caso".

Esta é a segunda invasão de embaixada brasileira na Europa, desde que Bolsonaro assumiu a Presidência da República. Em primeiro de fevereiro, a embaixada do Brasil em Berlim também foi atacada e a fachada do prédio coberto por tinha rosa, janelas e portas foram quebradas em uma ação de apoio à "resistência feminista, transgênero e antifascistas no Brasil" e ao MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.

Esses ataques começam a preocupar o Palácio do Planalto, porque podem se transformar em atos de terror.

Desta vez, além de renderem os vigilantes, paredes, móveis e quadros foram pichados na embaixada de Atenas. O governo brasileiro ainda está identificando os estragos e verificando as atitudes a serem tomadas. 

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