Grito dos excluídos reuniu 700 pessoas em Porto Alegre

O Grito dos Excluídos reuniu cerca de 700 pessoas em Porto Alegre, nesta quinta-feira, 7. A manifestação contou com representantes das pastorais sociais da Igreja Católica, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), estudantes e organizações de desempregados, catadores de lixo e moradores de rua. Militantes de partidos políticos como o PT e o PSTU também se juntaram à caminhada portando bandeiras e ostentando adesivos em suas camisas. Em faixas e cartazes, os participantes pediam emprego, moradia, distribuição de renda, reforma agrária, respeito e inclusão de suas reivindicações no debate político nacional. Durante a caminhada, de pouco menos de dois quilômetros, foram feitas diversas paradas para abordar os temas que preocupam os manifestantes.Os discursos reclamaram um novo modelo econômico, voltado para os excluídos, mas não citaram o governo federal. As críticas diretas foram endereçadas ao governo do Estado pelo apoio às plantações de eucaliptos para a indústria da celulose e pela busca, com incentivos fiscais, de grandes empreendimentos industriais enquanto, segundo os participantes, faltam verbas para a saúde, segurança e reforma agrária.

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