Grito dos Excluídos protesta contra transgênicos em Curitiba

O combate aos produtos transgênicos e um pedido por mais moradias populares foram as particularidades do Grito dos Excluídos, ocorrido nesta quinta-feira, em Curitiba. O grupo de cerca de 200 integrantes de sindicatos, entidades estudantis e assentados da reforma agrária fez um desfile barulhento, com discursos, sons de apito e muitas bandeiras, em uma das pistas paralelas da Avenida Cândido de Abreu. Na pista central acontecia o desfile cívico-militar de Independência.A possibilidade de marchar por ali foi negociada pelos organizadores do protesto com a Polícia Militar. E durante todo o percurso foram acompanhados pelos policiais, que não deixaram chegar perto do palanque oficial. Os manifestantes não queriam mais o espaço que lhes era destinado em outros anos, quando encerravam o desfile oficial. "Semear a terra, multiplicar o pão, a agroecologia é a nossa profissão", foi uma das palavras de ordem mais gritadas. Sementes de girassol foram distribuídas.Mas os organizadores não esqueceram dos temas que foram levados às ruas em outros gritos realizados no Brasil. "Queremos uma reforma política em profundidade, da qual o povo possa participar, sobretudo nas questões de aplicação de dinheiro em obras sociais, geração de renda e trabalho, e também protestamos contra a corrupção e impunidade", disse o bispo auxiliar de Curitiba, Dom Ladislau Biernaski.

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