Grito da Terra reivindica crédito, educação e saúde

Os trabalhadores rurais iniciam nesta quarta-feira o Grito da Terra Brasil 2002, para reivindicar créditos, educação e saúde para o campo e protestar contra o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), patrocinadora do evento, promete trazer 4 mil manifestantes para a Esplanada dos Ministérios.Simultaneamente, em alguns Estados também ocorrerão manifestações. A Contag entregou ao presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, uma pauta de reivindicações no final de abril, mas se queixa de até o momento não ter recebido resposta. ?A situação no campo é séria e desesperadora?, define o vice-presidente da entidade, Alberto Broch.Ele afirma que, nas negociações do ano passado, o governo prometeu liberar R$ 2 bilhões a título de investimento, mas ?apenas 5% chegaram ao campo?. Os trabalhadores também vão protestar contra o credenciamento de famílias pelos Correios para o programa de reforma agrária em substituição às listas indicadas pelos movimentos. ?Os assentamentos pararam, depois dessa mudança?, diz o vice-presidente.Desde 1994, a Contag organiza anualmente o Grito da Terra. Na segunda edição do protesto, trabalhadores invadiram o gabinete do então ministro do Planejamento, Antônio Kandir, e colocaram um peru sobre sua mesa. Desta vez, prometem uma manifestação ?forte, mas pacífica?.

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