Grevistas impedem volta às aulas na UFMG

Parte dos 160 professores da Faculdade de Filosofia e CiênciasHumanas (Fafich) da UFMG, em Belo Horizonte - tradicional reduto de militantes contra o regime militar, nos anos 60 e 70 -, tentou retomar as aulas ontem, 90 dias depois do início da greve nacional dos docentes das univeridades federais.Mas foi praticamente impedida pelo grupo que permanece paralisado.Os grevistas promoveram um café da manhã, no hall de entrada daunidade, com atividades teatrais e música alta, perturbando as aulas.Com isso, muitas salas dos cursos de História, Psicologia, Sociologia e Filosofia acabaram ficaram vazias, apesar do comparecimento de dezenas de alunos à Fafich, confiantes que as aulas recomeçariam. Já no curso de Comunicação Social nenhum professor apareceu. Segundo Carlos Ranulfo, professor do Departamento de Ciências Políticas da Faculdade, a decisão de interromper a greve foi tomada com legitimidade, em assembléia realizada na Fafich na semana passada. Para ele, os professores que insistem em continuar o movimento desrespeitaram os colegas. "A assembléia que votou o fim da greve na nossa unidade teve 18% dos 160 docentes, enquanto que 20% participaram da que decidiu pela paralisação, anteriormente", disse. ´É praticamente o mesmo número", completou.

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