Grevistas da PF vão à Justiça contra ponto cortado

A decisão do Ministério da Justiça de cortar o ponto dos agentes, escrivães e papiloscopistas está sendo interpretada pelo comando nacional da greve como mais uma "ameaça para intimidar a categoria". Na última quarta-feira, depois de ver rejeitada a proposta de 17% de reajuste, o governo encerrou as negociações com os grevistas e prometeu iníciar o corte retroativo nos salários, a partir de 9 de março, data do início da greve dos policiais federais.O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Franscico Garisto, disse que com essa atitude do Ministério da Justiça, "o confronto está estabelecido de vez". Ele confirmou que já são 14 os Estados onde os policiais em greve obtiveram liminar da Justiça contra o corte de ponto. Até o dia 5 de maio, acrescentou, a Federação entrará com ações na Justiça dos demais Estados, a fim de derrubar a decisão do governo: "Eles serão obrigados a fazer uma nova folha nacional de pagamento".A greve, segundo Garisto, deverá prosseguir "até o governo mostrar interesse em negociar o cumprimento da Lei 9.266, de 1996". A volta da operação padrão nos portos, aeroportos e fronteiras não está descartada, mas qualquer decisão nesse sentido só será tomada na próxima semana, disse.A Lei 9,266 nivela como de nível superior o salário da categoria, hoje pago como de nível médio. O governo afirma que os salários já foram reajustados e que os grevistas querem um aumento de 85%, o que causaria um gasto de R$ 600 milhões. O presidente da Fenapef explicou que se houver corte de salário serão adotadas "estratégias que podem incluir a venda de carros da Federação para auxiliar nas despesas dos policiais prejudicados".A Polícia Federal encaminhou ofício a suas unidades estaduais informando que será feito o desconto dos dias parados dos funcionários em greve e que irá utilizar as polícias Rodoviária, Civil e Militar para dar andamento às "operações policiais pendentes". As informações são da Agência Brasil.

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