Grevistas barram caminhões no RS

Centenas de caminhões já foram barrados nas imediações dos oito terminais privados do porto de Rio Grande, no Sul do Estado. É o resultado da greve local dos caminhoneiros, que exigem reajuste de 20% no preço do frete pago pelas transportadoras. "Recebemos de 100 a 120 caminhões por dia e, há uma semana, nenhum descarrega", admitiu o gerente comercial Nélson Silva, da empresa Codel, que opera um dos terminais. Silva acha que os prejuízos gerais "são muito difíceis de serem calculados". No mesmo dia, porém, uma liminar da juíza Heloísa Ayres Soares, da 3a. Vara Cível, de Rio Grande, estabeleceu multa de dez salários mínimos ao dia ao movimento grevista, caso não seja garantido o acesso dos caminhoneiros que querem trabalhar aos terminais. As reclamações são de que a via 1, do distrito industrial, da 4a. Seção da Barra, está sendo bloqueada pelo piquetes. "Lá existe uma situação diferente da greve nacional", argumentou o secretário-geral André Costa, da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina (Fecam), entidade a que é filiado o sindicato de Rio Grande. "Não envolve o governo federal de um lado e os caminhoneiros de outro", observou. "Deve ser tratada entre caminhoneiros e transportadoras", sugeriu.

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