Greves na Previdência e Saúde continuam

Cerca de mil funcionários dos Ministérios da Previdência e da Saúde decidiram hoje, em assembléia, continuar a greve iniciada em 8 de agosto por melhorias salariais. "A paralisação vai até que o governo federal resolva nossa situação", disse Miraci Mendes Astun, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Simsprev/SP). Para ela, a adesão ao movimento é de 100% entre funcionários da previdência e de 30% a 40% entre os da saúde.Encerrada a assembléia, os trabalhadores saíram em passeata da quadra do Sindicato dos Bancários, até a Câmara Municipal, no centro da capital paulista, a fim de pedir aos vereadores que assinassem uma moção de apoio à greve e a enviassem ao presidente Fernando Henrique Cardoso e aos ministros do Planejamento, da Saúde e da Previdência. O vereador Beto Custódio (PT) informou que já havia iniciado a coleta de assinaturas e se comprometeu a acelerar o envio à Brasília. Ele já tinha 19 assinaturas."Há sete anos o governo federal vem detonando nossos sonhos e aspirações", disse a auxiliar administrativa Maria do Socorro Nogueira, funcionária do Ministério da Saúde. Na quinta-feira, integrantes da Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados terão uma reunião com o ministro do Planejamento, Martus Tavares, para negociar uma proposta para a categoria.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.