Greve nos Correios ganha corpo e agora atinge 18 estados e o DF

Demais sindicatos devem decidir pela adesão ou não à greve entre hoje, 19, e o próximo dia 15

O Estado de S.Paulo,

19 de setembro de 2012 | 01h17

SÃO PAULO - Os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) de 16 estados e do Distrito Federal (DF) decidiram, um total de cerca de 117 mil, em assembleias realizadas na noite de terça-feira, 18, iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da zero hora desta quarta-feira, 19. Em Minas Gerais e no Pará, a categoria já estava parada desde o último dia 11.

 

Os 16 estados que se uniram ao movimento grevista após as assembleias de terça-feira são: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Dos 35 sindicatos da categoria, dez farão assembleias entre esta quarta-feira e o próximo dia 25.

 

"Os trabalhadores estão muito insatisfeitos", disse Sebastião Cruz, integrante do comando nacional da categoria, em entrevista à Agência Brasil. "Mesmo com os 21 dias de reposição e sete dias descontados em folha em 2011, os trabalhadores não têm hoje outra alternativa senão a greve." A ação de dissídio coletivo, protocolada pela empresa no Tribunal Superior do Trabalho (TST), terá uma primeira audiência de conciliação às 10h30 desta quarta-feira, 19.

 

Na última sexta-feira, 14, o TST negou o pedido de liminar formulado pelos Correios contra a greve, até então localizada no estados do Pará e de Minas Gerais. A empresa sustenta que o índice de reajuste de 5,2% oferecido aos trabalhadores garante o poder de compra e repõe a inflação do período. "Uma paralisação traz prejuízos financeiros e de imagem para a empresa, para a sociedade e para o próprio trabalhador", declarou a ECT horas antes das assembleias, em seu blog institucional.

 

O comando de negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, reivindicam 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100.

 

O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942. A ECT garante ter um plano de contingência para manter a prestação de serviços à população. Fazem parte do plano medidas como a realocação de empregados das áreas administrativas, a contratação de trabalhadores temporários e realização de horas extras e mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos finais de semana. (Com Agência Brasil)

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