Greve nas universidades federais faz parte da 'vida democrática' do País, diz Haddad

Petista afirmou que pode haver um descompasso entre as iniciativas do governo e do sindicato

Bruno Lupion, de O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2012 | 16h33

O ex-ministro da Educação e candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, visitou nesta quinta-feira, 19, a região de Perus, na Zona Norte da capital, e disse que a greve dos professores nas universidades federais faz parte da "vida democrática" do País e que pode haver "um descompasso entre as iniciativas do governo e as iniciativas dos sindicatos para chegar a um acordo".

Na quarta-feira, 18, funcionários públicos federais em greve entraram em confronto com a Polícia Militar do Distrito Federal, em frente ao Ministério do Planejamento. "O Ministério da Educação está hoje empoderado pela presidenta para chegar a um acordo, e o recurso que foi colocado sobre a mesa é um recurso importante para a universidade. Com bom senso, vamos chegar a um entendimento", disse.

Haddad também criticou membros da juventude do PSDB que organizaram um protesto durante sua caminhada na quarta-feira pela região do Brás, no centro da capital, sem se identificarem como tal. No ato, Victor Ferreira, de 22 anos, e Marcos Saraiva, de 20, interromperam o candidato do PT com cartazes criticando a greve nas universidades federais. "Como vou pensar novo sem educação?", perguntava um deles. Questionado se apoiava algum candidato, Ferreira preferiu não responder e o grupo rapidamente se dispersou. Mais tarde, Ferreira foi identificado como secretário da juventude do PSDB e Saraiva, como conselheiro político da juventude estadual do partido.

"Não considero adequado nossos adversários se organizarem para criar embaraços artificiais. De nossa parte, vamos manter um alto nível de campanha, sem esse tipo de expediente, que não serve à democracia e pode gerar incidentes desnecessários", afirmou Haddad.

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