Greve fecha agências do INSS em 19 Estados e no DF

Os funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 19 Estados e no Distrito Federal estão em greve desde hoje. A paralisação vai durar três dias, em protesto ao não cumprimento, pelo governo federal, do acordo assinado durante a greve de 2005. Se as reivindicações não forem atendidas, o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Pedro Luís Totti, disse não descartar a possibilidade de mobilização por tempo indeterminado. "A nossa base está chamando a greve para alertar o governo no sentido de que as coisas precisam começar a acontecer porque, se não, não vamos ter outra alternativa senão começar a discutir a greve por indeterminado", disse, em entrevista à Agência Brasil.Segundo ele, como a paralisação termina na sexta-feira, as agências do INSS estão com as portas totalmente fechadas. Nem mesmo os serviços mínimos, como perícia médica, estão funcionando. "São três dias, então, não fizemos essa discussão de manter os 30% [de atendimento, como determina a legislação]". Totti afirmou que os trabalhadores ainda não receberam o reajuste salarial previsto no acordo da paralisação do ano passado, que durou 72 dias. A categoria deveria ter recebido aumento entre 4% e 8% retroativo a fevereiro e de 3% a partir de março, como parte dos 47,11% de reajuste conquistado pela categoria em decisão judicial. A previsão, acrescentou, é que o aumento seja concedido por medida provisória, mas ainda não há informação sobre a data de publicação. De acordo com o diretor, o plano de carreira também não foi aprovado pelo governo. "Por enquanto, não tem nenhuma sinalização que o acordo será cumprido", afirmou. "Estão sendo feitas reuniões para discutir essa carreira faz seis meses, mas até agora, de concreto, não conseguimos avançar em praticamente nada nessas discussões". Segundo Totti, confirmaram em assembléia a adesão ao movimento os seguintes estados: Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Sergipe, Bahia, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Amazonas, Rio Grande do Norte, São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Goiás, e o Distrito Federal. O levantamento sobre o índice de participação dos funcionários ainda está sendo feito. No próximo sábado (3), a coordenação do movimento deve se reunir para avaliar os resultados da paralisação.

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